Acredito que a crise econômica ainda não chegou com força total em nosso país. As mídias nacionais, com ajuda de alguns economistas, estão disseminando pânico, gerando clima de insegurança, pessimismo e alarmismo muito grande nos brasileiros.
Na semana passada, tive um exemplo claro desse fato. Deixei meu carro em um estacionamento com serviço de lava rápido, próximo ao local onde iria ministrar uma palestra.
Após cumprimentar o proprietário, ele confessou-me que as “coisas” não estavam indo muito bem, pois naquele dia havia lavado somente quatro carros, quando a média diária era de 12 carros, e foi logo culpando a crise econômica, mostrando o jornal com matéria a respeito da crise.
Argumentei com ele, que poderia ser apenas o mau tempo, pois naquele dia chuviscava em São Paulo. Ele, no primeiro momento, concordou, mas, enfatizou novamente que o problema era a crise econômica mundial que havia chegado ao Brasil.
Quando ouvi as lamentações do proprietário, logo lembrei da mensagem sobre crise que circula pela internet já algum tempo, que conta a estória de um vendedor de cachorro quente, que tinha o melhor cachorro quente da cidade, pois todos os ingredientes eram de primeira qualidade. Com isso, prosperou tanto que conseguiu matricular seu filho na melhor faculdade de economia do país. Quando o filho concluiu o curso e retornou para casa, observando que o pai gastava muito dinheiro com o pagamento de fornecedores, disse ao pai: “O senhor ainda não tomou conhecimento da crise que assola o mundo? É preciso economizar nas compras. Vamos comprar ingredientes mais baratos”. Com o passar do tempo, os clientes desapareceram e o negócio deixou de ser lucrativo. Diante do fato, o “dogueiro” afirmou: “Não é que meu filho tinha razão? A crise econômica realmente chegou!”
Não podemos negar a crise econômica mundial. Porém, existem outros fatores que influenciam nossa vida, pois, se vivermos em função da crise, deixaremos de viver.
Cordialmente,
Egnaldo Paulino














2 Comentários em "Foi a crise econômica ou mau tempo?"
Egnaldo, você tem toda a razão. Mas, algumas pessoas têm o hábito de supervalorizar as crises, quaisquer que sejam elas, porque isto sustenta o seu espírito masoquista. Faz alguns anos, eu criei um personagem para uma história semelhante, era o “Nuvem Negra. Para onde ele fosse, carregava atrás de si, no alto, rebocada por um pedaço de corda, uma enorme e carregada nuvem negra. Ele gostava daquela situação de prontidão para o sofrimento e vivia da expectativa de que ela o alcançasse e desabasse sobre ele aquele mundaréu de água.
Vivamos prevenidos, mas com otimismo.
Abraços e votos de um 2009 sem crises.
Egnaldo
Minha opinião é que a crise chegou, no primeiro momento, naqueles segmentos diretamente afetados pela crise. Os produtos comodites (ferro, aço, crédito, soja, milho, etc..) isto decorrente da queda na produção e recessão nos paises desenvolvidos (USA, Japão, Europa e até a China), que podemos constatar pela queda nos preços destes produtos comodites como pela desvalorização ocorrida nas ações das Bolsas de todo o mundo.
Num segundo momento (e aí é que todos não tem certeza de quando e nem de durante quanto tempo) e que chegará este momento em que todos os setores serão afetados, alguns mais outros menos, mas todos serão pelo efeito cascata ou dominó. Basta ver que em todos os setores mencionados as demissões já começaram e grandes e este é o principal impacto inicial da crise. Desemprego ……
Portanto, é tempo de prudência! Até pelas incertezas é melhor trocar o caso do dogueiro para a da Formiga e da Cigarra! E se no final, sobrar será uma poupança bem vinda que poderemos gastar oportunamente.
abrs