Sucessão nos pequenos negócios familiares

 Segundo estudo da revista EXAME PME em parceria com a consultoria Deloitte, 75% das pequenas e médias empresas que mais cresceram no Brasil entre 2005 e 2007 são controladas por famílias. Entretanto, no Brasil, não é raro a empresa familiar apresentar problemas de estagnação ou próximas de falir, provocados muitas vezes por desavenças na família dos donos.

 

A mudança de cenário acontece porque os empresários estão buscando a profissionalização da gestão, preparando a sucessão e criando conselhos de sócios ou de administração.  

 

Uma forma de entender uma empresa familiar é entender o sistema de uma empresa familiar. Ele é composto de três pilares: família, propriedade e negócios. O que acontecer em um desses grupos, afeta todos os outros.

 

O consultor americano John Davis, considerado a maior autoridade mundial em gestão de empresas familiares, afirma: “Os negócios familiares estão passando por mudanças substanciais”. Ainda, segundo o consultor: “A turbulência pela qual os negócios familiares estão passando é forte. Se você quiser sobreviver em uma empresa familiar, precisa organizar a família.”

 

Para a sucessão não ser sinônimo de fracasso, na visão dos empresários, os herdeiros – não somente o primogênito – estão sendo preparados cada vez mais cedo para substituir os pais.

 

Os empresários dos pequenos e médios negócios começaram a entender que o mundo ao seu redor está em constantes mudanças e é necessário acompanhá-las. Não há mais espaço para conflitos familiares, que deixa o negócio mergulhado na ineficiência e paralisia. Hoje, o mercado é muito mais competitivo que na época da fundação da maioria dessas empresas.

 

Recentemente, me deparei com a seguinte situação: Estava conversando com um amigo, no momento em que chegou seu filho do trabalho. Fiquei surpreso ao saber que o rapaz não estava trabalhando no negócio da família, mas em uma empresa do mesmo ramo de atividade. Ao indagar ao colega por que seu filho não estava trabalhando na empresa da família, ele disse: “Pelo simples motivo que na minha empresa, ele é o filho do dono!” Continuou: “Trabalhando em outra empresa ele ganhará responsabilidade.”

 

Por outro lado, embora muitos pais desejassem que seus filhos atuassem na empresa, há filhos que não desejam trabalhar no negócio. Neste caso, é necessário buscar pessoas no mercado.

Existe outra situação em que os sucessores já estão prontos, já passaram da hora de assumir o controle da empresa, mas se frustraram e abriram mão para não se estressarem com o pai. O pai exerce sobre eles, em muitas ocasiões, a figura de ditador. O ideal é que o patriarca se transforme em tutor dos sucessores, orientando-os e demonstrando o caminho que deva ser seguido. Em síntese, o empresário precisa se conscientizar que, no futuro, ele não estará mais no negócio, e a empresa corre o risco de fechar ou até mesmo ser vendida por falta de sucessão.

 

Cordialmente,

 

Egnaldo Paulino

www.egnaldopaulino.com

 

 

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Um Comentário em "Sucessão nos pequenos negócios familiares"

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Gilvan Antonio Gomes da Silva | junho 26th, 2009 at 12:06

Puxa vida, essa é muita boa Sr Egnaldo, eu não sabia deste estudo e confesso que fiquei muito surpreso!!!!
Pois é, coisa deste nosso IMENSO BRASIL!!
OBRIGADO PELAS DICAS, MUITO VALIOSAS!!
PARABÉNS PELO SEU BLOG, GOSTEI, INCLUSIVE O SR ESTÁ EM CONFORMIDADE E ANTENADO COM A NOVA TENDÊNCIA DE MERCADO.
Atenciosamente,

Gilvan Antonio Gomes da Silva.

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