Começa a acontecer nas empresas um movimento em busca dos empreendedores corporativos – intraempreendedores. Segundo a Revista Você SA, elas estão desesperadas em encontrar no seu quadro de trabalhadores, pessoas que tenham o sangue empreendedor correndo nas veias. Quanto mais pessoas na empresa possuírem o espírito empreendedor, maiores serão as chances de melhorar sua competitividade no mercado globalizado.
Mas empreendedor não é aquela pessoa que abre um negócio próprio? Qual a diferença entre um empreendedor e um intraempreendedor?
Acredito que a principal diferença entre eles está no fato de que o empreendedor investe seus recursos financeiros e esforços na criação de um negócio, por meio de uma oportunidade percebida; enquanto o empreendedor corporativo emprega esforços no desenvolvimento de sua carreira, muitas vezes arriscando seu emprego. Esta é a maior característica que os diferem. Em outros pontos, ambos mantêm a mesma ousadia, persistência e visão.
Mas, gostaria de destacar que o intraempreendedor é questionador por natureza, está sempre inquieto em busca de oportunidades e empenha muita energia nos projetos nos quais participa.
Os seus objetivos estão sempre atrelados aos da empresa, agindo sempre como um parceiro, e não somente como empregado, que aguarda ansiosamente o final do mês para receber o salário. Considera que os recursos da empresa também lhe pertencem, pois ele fará parte do sucesso ou insucesso do negócio. Diante disso, ele se empenha ao máximo para atingir o sucesso.
Entretanto, apesar de todo discurso de inovação e reinvenção dos negócios, a maioria das empresas vive em contradição. Se por um lado elas querem empreendedores, por outro lado não conseguem lidar bem com eles. O empreendedor dentro da empresa incomoda, por que questiona, quebra regras, crítica modelos tradicionais e, muitas vezes, gera conflitos políticos.
Dessa forma, os líderes dentro das empresas, são um obstáculo para disseminação de uma cultura corporativa empreendedora, pois não estão devidamente preparados para ela. Em muitos casos, os líderes selecionam seus respectivos colaboradores com capacidade de realização inferiores à sua. Deste modo, terão mais controles sobre a pessoa contratada, não se constituindo numa ameaça a ele.
O desafio é manter a capacidade de empreender no mesmo patamar ao longo da hierarquia. Mais do que reinventar a roda, desenvolver e libertar seu potencial empreendedor significa olhar criticamente para produtos, processos e regras.
Ocorre que, para ser empreendedor ou intraempreendedor, é preciso ousar e estar sempre de olho em oportunidades, ter idéias, conseguir planejá-las e executá-las, mesmo que inspirando e mobilizando outros profissionais. Isso vale para os mais diversos tipos de projetos, mas também para mudanças em processos rotineiros. Muita gente ainda insiste em repetir as mesmas fórmulas para obter os mesmos resultados no final.
Portanto, desenvolver o potencial empreendedor é a melhor alternativa tanto para a empresa como para seus colaboradores. A primeira garantirá o sucesso no mercado que atua. O outro será recompensado por aumentar sua empregabilidade e futuramente poderá ser disputado pelo mesmo mercado.














6 Comentários em "Movimento em busca do empreendedor corporativo"
Gostaria de tocar em um ponto interessante de seu discurso que é “a maioria das empresas vive em contradição. Você aponta que o intraempreendedor é questionador por natureza e está sempre inquieto, mas o que vemos na realidade é que ele, como os demais empregados, precisam se submeter à empresas, porém elas não deixam muito claro o que realmente querem de seus empregados. Exigem cooperação e ao mesmo tempo competitividade; o empregado deve ser pró-ativo, mas submetido. Acredito que as empresas precisam rever sua lógica se realmente querem intraempreendedores em seu quadro.
É um assunto interessante. Há quem reclame que as faculdades dão pouca importância ao empreendedorismo, limitan-se apenas ao preparo de seus alunos para serem empregados. Não está aí um exemplo de que um aluno pode
exteriorizar seu caráter inovador na firma em que trabalha ? Acho que a
figura do intraempreendedor é muito maior do que se possa imaginar. Agora, é uma pessoa diferenciada dos demais por isso tem atitudes não muito amistosas.
Olá Jaime,
Obrigado pela contribuição.
Abraços,
Egnaldo
Olá Vanderli,
Obrigado pela contribuição.
Abraços,
Egnaldo
Gostaria de tocar em um ponto interessante de seu discurso que é “a maioria das empresas vive em contradição. Você aponta que o intraempreendedor é questionador por natureza e está sempre inquieto, mas o que vemos na realidade é que ele, como os demais empregados, precisam se submeter à empresas, porém elas não deixam muito claro o que realmente querem de seus empregados. Exigem cooperação e ao mesmo tempo competitividade; o empregado deve ser pró-ativo, mas submetido. Acredito que as empresas precisam rever sua lógica se realmente querem intraempreendedores em seu quadro.
Olá Bruce, obrigado pelo comentário!
Realmente há nas empresas o contraditório, quando dizem que querem pessoas empreendedoras em seu quadro, porém, tomam atitudes totalmente oposta. Entretanto, o empreendedor não pode disistir de buscar o seu ideal, seja no empresa atual ou em outra.
Abraços,
Egnaldo