Constantemente, dou consultoria a empresários que decidem iniciar vendas pela Internet, o chamado comércio eletrônico. Sempre orientei a esses empresários que, ao contrário das grandes empresas, a pequena empresa deve se especializar em atender nichos de mercado. Nesta semana, a revista Veja traz uma matéria sobre o assunto, a qual demonstra que as pequenas empresas já se tornaram campeãs de vendas nos segmentos em que se especializaram na Internet.
Segundo a revista, o comércio eletrônico brasileiro é explorado por um grupo bastante heterogêneo de empresas, que variam não apenas em relação ao produto que vendem, mas também quanto ao tamanho. Há algo como 5.000 pequenas e médias lojas virtuais, que faturam até 60 milhões de reais por ano. Daí para cima, elas são consideradas grandes. Existem cinquenta empresas online dessa envergadura no Brasil. O grupo das grandes é bastante variado. Ele abarca companhias aéreas como Gol e TAM, a livraria Saraiva e o Ponto Frio. A líder do mercado é a B2W, empresa que resultou da fusão da Submarino.com com a Americanas.com, em 2006.
Pesquisa conduzida pela consultoria e-bit, mostra que, juntas, elas já representam 10% do mercado – dez vezes o que tinham uma década atrás. Em 2009, o faturamento do comércio online no Brasil será de algo como 10 bilhões de reais – e só faz aumentar. O notável é que algumas dessas lojas crescem mais do que a média do mercado e se tornaram, em questão de dois ou três anos, campeãs de vendas em seus segmentos. À frente delas está um animado grupo de jovens ligados à área tecnológica, que usaram a poupança para montar um negócio. Em contraste com a geração que embarcou na Internet dez anos atrás e foi logo varrida pela bolha, esta é mais “pé no chão”. Ou seja, só investem suas economias após constatar que existe mercado para o seu produto.
Entretanto, é importante entender que o comércio eletrônico no Brasil está em evolução. Dos 60 milhões de brasileiros que acessam hoje a Internet, apenas 28% fazem compras online, enquanto nos Estados Unidos eles são 70%. As vendas na Internet, por sua vez, correspondem a apenas 3% do que fatura o varejo brasileiro. Os especialistas apostam que o cenário logo será outro. Isso porque o setor cresce a taxas de 30% ao ano e tem como clientes potenciais aqueles brasileiros que em breve chegarão à Internet com dinheiro para comprar. Dos 4 milhões de novos consumidores na rede em 2009, 60% vieram da classe C.
Montar uma loja na Internet envolve todas as burocracias de qualquer negócio. Entretanto, uma das primeiras providências é escolher uma solução de tecnologia da informação adequada com o tipo de negócio e quantidade de informações que será processada. Há no mercado soluções prontas. Quanto maior a operação, mais complexo – e cara – será a solução. A segunda providência é criar uma logística eficaz. Muitas das pequenas não têm estoque próprio e ainda terceirizam a entrega. Para isso, é necessário contar com um tipo de sistema que conecte a loja virtual aos fornecedores e entregadores.
Por fim, para entrar no mundo virtual, é importante fazer um planejamento minucioso definindo claramente os objetivos a serem alcançados através da rede. Pesquisar o que os concorrentes estão fazendo, seja do Brasil ou do exterior. Identifique quais são os possíveis parceiros para este novo canal e não deixe de buscar orientações com consultorias especializadas.
Cordialmente,
Egnaldo Paulino














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