Da atualidade dos negócios. Para se manter competitiva, uma empresa só sobrevive com um mínimo de informatização. Estamos na era digital e não há como fugir da tecnologia. A premissa básica para que um negócio funcione, se desenvolva e gere lucro, é a organização e, para que se possam controlar as informações diárias geradas na empresa, é preciso usar e recorrer a ferramentas de trabalho.
Quem defende essa análise é o consultor de sistemas de informação do Sebrae-SP, Egnaldo Paulino. “A informática é mais uma ferramenta de trabalho de gestão para o empresário no dia-a-dia da loja. Diversas informações são geradas diariamente e devem ser trabalhadas”, afirma Paulino. O consultor põe em discussão a problemática de não organizar as informações de forma digital, mas ainda com o velho caderninho. Ele explica: “É comum encontrar pequenos e médios empresários que ainda carregam aquela velha agenda em papel onde guardam talões de cheques, recibos, planilhas de pagamentos, anotações diversas que podem se perder facilmente. Sugerimos e orientamos esse empresário a organizar e transformar essa papelada em informação digital”.
Domínio do Negócio | Segundo Paulino, a partir desse mínimo de organização digital, o lojista terá um domínio maior da informação gerada na empresa. O consultor classifica e distingue três diferentes tipos de informação: a operacional, a gerencial e a estratégica. A primeira nada mais é do que o registro diário do que acontece na loja, são as informações básicas de funcionamento normal do estabelecimento. “A partir delas é que são geradas as informações gerenciais, ou seja, relatórios e planilhas que o empresário ou gerente organiza para controlar e programar pagamentos e cobranças, entre outros”, explica o consultor. A partir dessas duas fases da informação, o lojista começa a dominar e entender melhor o funcionamento do seu negocio e consegue identificar o impacto que essas informações causam na empresa. “É nessa fase que é gerada a informação estratégica, com o qual o empresário consegue medir e analisar o lucro faturamento, seu índice de prejuízo e lucro e traçar então um novo planejamento de organização do trabalho”, conclui o consultor do Sebrae-SP.
PONTO DE PARTIDA | por onde começar? Como usar a tecnologia e qual é o mínimo necessário para se informatizar? De acordo com o consultor, o ideal é que o empresário sempre procure fazer um levantamento das reais necessidades para o seu negócio. “O próprio Sebrae disponibiliza essa orientação, por meio de consultoria gratuita ao pequeno empresário”, enfatiza Paulino. “Não há como fugir da tecnologia, uma vez que o próprio caixa da loja precisa ser informatizado, com códigos de barras, para registrar as operações comuns de vendas e armazenamento de informações”, comenta o consultor. Ele ressalta ainda que é preciso ter outro computador de retaguarda, onde estão armazenados os arquivos, planilhas, documentos e toda a informação do negócio e que possa ser manuseado a todo e qualquer momento pelo gerente da loja ou o proprietário. “Este é o mínimo: dois computadores e uma emissora de cupom fiscal” define o consultor.
PROBLEMÁTICA | Para o consultor do Sebrae, informatização do negócio ainda é um desafio aos pequenos varejistas. A própria Internet e o volume de informações geradas e colhidas diariamente já ameaçam os menos preparados. “A tecnologia está aí; no celular de comunicações e no transporte, não há como fugir. O pequeno varejo pode até sobreviver sem a tecnologia da informática, mas fica alienado. No passado, era mais simples seguir com o negócio à base do papel, mas, hoje, o acesso à tecnologia é facilitado”, analisa. Para ele, a problemática é que a informatização é um meio “místico” para o pequeno empresário. “Muitos deles não entendem o que exatamente a tecnologia oferece e como ela melhora seu negócio. É uma ficção, pois o pequeno varejista não compreende essa oferta de tecnologia e a importância de se informatizar e se atualizar”, finaliza.
REVISTA: Móbile Lojista — Ano XXIV Nº 216Maio 2005.











