Micro e pequenas vendem de camisas a flores pela rede


SANDRA MOTTA

Pesquisa do Sebrae-SP mostra que menos de 7% das pequenas vendem seus produtos pela internet, mas opção vale a pena se houver planejamento

Mais da metade das micro e pequenas empresas paulistas (54%) já usa a internet em seu dia a dia. Mas menos de 7% do total, algo em torno de 73 mil empresas no estado, apostam no chamado e-commerce, venda efetiva de produtos e serviços pela rede de computadores. Embora o mais comum seja a venda de produtos como livros e discos, o consultor do Sebrae-SP Egnaldo Paulino ensina que se pode vender praticamente tudo pela internet, de flores a roupas e eletrodomésticos, com a vantagem de se ampliar mercado e cativar a clientela.

Mas o canal só funcionará bem se a empresa souber explorar com equilíbrio as possibilidades da rede e tiver muita clareza do nicho de mercado em que pretende trabalhar.

“A internet pode ser apenas mais um canal de vendas ou, em alguns casos, a empresa poderá já nascer vendendo pela rede, sem um espaço físico. Em qualquer uma das situações, o ponto fundamental é saber quem é o seu cliente, que diferencial sua empresa irá oferecer a ele. E então trabalhar todos os outros aspetos, desde a logística de entrega das mercadorias até a garantia de segurança nas vendas e no pagamento”, explica Paulino.

Como as empresas de pequeno porte têm poucos recursos para investir em tecnologia, o processo ocorre com o compartilhamento de sistemas de e-commerce de terceiros, o que também exige cautela.

“O caminho do pequeno é a busca de um shopping virtual ou portal, o que exige uma escolha criteriosa. O mesmo vale para a forma de divulgação e definição da abrangência de atuação da empresa. O interessado precisará ainda avaliar a relação custo e benefício na venda eletrônica; calcular os custos da operação, incluindo gastos com frete, para saber se vale a pena investir na estratégia”, destaca o consultor.

Primeira camisaria virtual do país, a Closet, hoje com 12 funcionários no e-commerce e 46 na produção, entrou no negócio em 99. Começou pela parceria e compra de um pacote de serviços de um grande portal, depois passou por vários portais e shoppings virtuais. “Muitas empresas pequenas que nasceram com a gente fecharam, sumiram. Acho que a maioria dos portais prioriza o atendimento a grandes empresas”, critica o diretor da Closet, Rogério Schandert. “Nós conseguimos sobreviver, crescer, oferecendo produtos e atendimento personalizados ao cliente; investindo em soluções e plataforma própria. Em 2003 criamos a loja física, no Itaim. Mas 60% das nossas vendas ainda são feitas pela internet”.

Monitorando o site empresarial

Montado o site, é hora de escolher um provedor de hospedagem. É ele que armazena os sites, usando computadores de última geração, conectados à Internet em tempo integral e seguros contra invasores.

O ideal é que este provedor seja o chamado corporativo, que hospeda somente sites de pessoas jurídicas.

Procure escolher o mais adequado à sua empresa e site, considerando espaço em disco que será usado; quantidade de contas de e.mail para contatos com seus clientes.

Para sites com grande números de transações comerciais é necessário um banco de dados, que o provedor poderá alugar, e a utilização de servidor seguro, quando o site utilizar pagamentos via WEB.

É importante ter estatísticas de acesso ao site. O lucro operacional também deve ser monitorado.

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