Tecnologia agiliza o atendimento


Há 25 anos, Alice Chen cria programas de computador para laboratórios médicos. Para conquistar os clientes, ela mostra as vantagens do software que desenvolveu.

“Hoje, eles entendem muito bem quando você fala em custos, que é o problema de todos. Ou seja, como reduzir os custos? E essa área realmente impacta na redução dos custos, pois minimiza muito o tempo”, explica Alice.

O laboratório de José Pedersini comprou o serviço e, hoje, vê os resultados. As coletas de sangue, por exemplo, são identificadas com códigos de barra. Os exames são feitos em modernas máquinas e os resultados vão direto para o sistema de computadores. O controle de dados é todo informatizado. Assim, o índice de erros caiu de 4% para zero e o tempo de espera do paciente diminuiu pela metade.

“O paciente, geralmente, quer o resultado para ontem. Então, se você oferece esse tipo de atendimento, com o resultado saindo no mesmo dia, ele acaba sendo o divulgador do laboratório”, comenta José.

Alice Cheng atende a 120 laboratórios. O sucesso tem motivo. Na era da informação, ninguém que ficar para trás.

“A tecnologia é fundamental e, sem ela, a empresa não é competitiva. Você acaba ficando fora do mercado porque não tem qualidade”, alerta José.

O consultor do Sebrae, Egnaldo Paulino, orienta pequenos empresários, que desejam entrar no setor de tecnologia.

“Quem desenvolve software deve conhecer o mercado onde está atuando. Ou seja, vamos imaginar que esta empresa esteja atendendo o segmento de mini-mercados. Ele precisa conhecer os índices e indicadores de pequeno mercado, para que transforme isso em números para o empresário e demonstre através do software”, argumenta Egnaldo.

O consultor do dá outra dica: o programa não pode ser confuso para o cliente.

“É fundamental que a linguagem do software seja simples, amigável, onde os funcionários tenham acesso a entrada de dados, para que depois o empresário também consiga trabalhar com as informações extraídas do computador”, completa.

DIVERSÃO COM ORGANIZAÇÃO

Em um parque de diversões de São Paulo, os 38 restaurantes, lanchonetes e lojas são gerenciados através de computador. O engenheiro Márcio Blak foi o responsável pelo desenvolvimento do software de gerenciamento do parque. Há 12 anos, ele cria programas específicos para diversos tipos de negócios. Hoje, a empresa de Márcio tem mais de 400 contratos, que variam de R$ 900 a R$ 1 milhão.

“A gente presta um serviço. Software não é um equipamento que você compra numa loja de mega store. Você tem que prestar o serviço de acordo com a expectativa do cliente e, de preferência, superar a expectativa dele”, fala Márcio.

Para o parque de diversões, ele desenvolveu um software exclusivo para o setor de alimentação.

“Ele traz não só a parte de venda, mas também, toda a parte de estoque, ponto de pedido, compras, ajustes e a parte financeira - fluxo de caixa, demonstrativo de resultado, orçamento anual. Enfim, todos os dados necessários para uma boa gestão”, revela Márcio.

O software funciona da seguinte maneira: o ciente faz o pedido na lanchonete. A informação da compra é registrada ao mesmo tempo na central. Assim, os funcionários sabem, por exemplo, que o pico de atendimento nas lanchonetes é entre 12h00 e 15h00. Eles identificaram também que os produtos mais vendidos são hambúrguer e água. Estes dados permitem organizar melhor a escala de atendentes, fazer promoções e até melhorar a reposição de produtos.

O próximo passo será estender o uso do software para outros setores. O mesmo programa usado nas lojas e lanchonetes será instalado nas catracas do empreendimento. Desta forma, será possível saber o número de visitantes a cada minuto, o horário de maior movimento e até os brinquedos mais procurados. Essas informações serão usadas na estratégia para fazer o negócio girar cada vez mais rápido.

Digg Google Bookmarks reddit Mixx StumbleUpon Technorati Yahoo! Buzz DesignFloat Delicious BlinkList Furl

Copyright 2009 Blog do Egnaldo Paulino. Webdesign: renataventura.com